Autoridade transversal: a GTI governa todos os demais pontos de vista. Toda decisão arquitetural significativa deve ter um ADR registrado aqui.
Responsável por assegurar controle institucional sobre papeis, decisões, mudanças, riscos, conformidade, versionamento, auditoria, documentação, evidências e uso de inteligência artificial no ciclo de vida da solução.
Papeis formalmente definidos: alta gestão, gestão de negócio, gestão técnica, arquitetura, segurança, dados, privacidade, operação, validação humana e supervisão de IA.
Toda decisão relevante formalizada, versionada e com evidência mínima correspondente.
Governança específica para uso de IA: engines permitidas, agentes autorizados, contextos, níveis de autonomia, critérios de validação cruzada e pontos de intervenção humana obrigatória.
O modelo de autoridade do SinergIA é estruturado em três domínios hierárquicos, cada um com responsabilidades, limites e critérios de escalamento distintos:
Quando um órgão adota o SinergIA, o framework prescreve duas instâncias complementares e com papeis distintos para a governança de IA:
CGTI — Coordenação-Geral de TI
Instância operacional. Estrutura permanente do órgão com capacidade de execução, orçamento e agenda próprios.
Letramento e capacitação de equipes em IA
Organização de workshops, hackathons e eventos de adoção
Mapeamento das soluções de IA em uso no órgão
Produção e manutenção de IDRs
Monitoramento contínuo de soluções de IA em operação
Execução da política de gestão de riscos definida na GTI
GT-IA — Grupo de Trabalho de IA
Instância consultiva. Heterogênea, com pauta restrita. Não executa — opina, valida e delibera sobre questões encaminhadas pela CGTI ou CGD.
Opina sobre taxonomias de risco e diretrizes de uso de IA
Valida classificações de risco ético (AIE)
Recomenda ao CGD padrões, restrições e ajustes de política
Delibera sobre casos de risco alto ou excessivo
Subsidia o CGD com recomendações técnicas
O GT-IA não:
Organiza eventos de capacitação
Produz mapeamentos operacionais
Monitora soluções em produção
Executa atividades com orçamento próprio
Acionamento: a CGTI aciona o GT-IA quando necessita de opinião formal antes de publicar uma diretriz, classificar um risco ou encaminhar uma recomendação ao CGD. O GT-IA não tem agenda operacional autônoma — reage a demandas formais com pauta curta e decisões registradas em ata objetiva.
Antes de calibrar o nível de autonomia, a GTI deve classificar qual tipo de uso de IA está em questão. Essa separação é obrigatória porque os requisitos de supervisão, contestação e evidência são diferentes para cada tipo:
Tipo
Descrição
Quem decide
Nível de autonomia
Apoio analítico
IA processa dados e apresenta informações estruturadas para análise humana — sem recomendação direta
Humano, integralmente
Nível 1
Recomendação
IA sugere uma ação ou decisão; humano aceita, modifica ou rejeita com liberdade real
Humano, com suporte
Nível 1–2
Automação decisória
IA executa decisões dentro de regras pré-aprovadas; humano supervisiona e pode intervir antes do impacto
IA, com supervisão
Nível 2–3
Decisão administrativa
IA gera subsídio para ato administrativo que afeta direitos de cidadãos ou servidores — humano assina e responde legalmente
Os níveis abaixo são definidos pela GTI e aplicados transversalmente a todos os PVs. O escalonamento é acionado automaticamente quando o domínio, a criticidade ou o conteúdo da tarefa ultrapassam o limiar do nível corrente.
Mecanismo automatizado que verifica, antes de qualquer revisão humana, se um artefato possui todos os vínculos obrigatórios, metadados e evidências mínimas.
A GTI é responsável por garantir que o projeto de IA esteja alinhado com os instrumentos oficiais do Governo Digital para governança ética e institucional de IA:
A SGD/MGI realiza anualmente um autodiagnóstico de governança de TI e IA nos órgãos do Poder Executivo Federal. O resultado desse diagnóstico deve ser utilizado como insumo para a revisão periódica anual do framework, especialmente para atualização do RRM e calibração dos níveis de autonomia.
Ética e Impacto SocialMapeamento AIE × SinergIA, gatilhos de risco excessivo e autoavaliação do framework.
Riscos e LimitaçõesRegistro completo de riscos tecnológicos, de governança, de adoção e do próprio framework.
A GTI é responsável por manter o Registro de Riscos do Framework (RRM) — um artefato vivo que mapeia riscos tecnológicos, de governança, de adoção e os riscos do próprio framework, com controles mitigatórios e responsáveis designados.