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SDLC — Base (8 fases) (S)

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Este material consolida quatro camadas de visão sobre o ciclo de desenvolvimento de sistemas (SDLC):

  1. Base — as 8 fases com entregáveis e gates de aprovação (esta página)
  2. Spec-driven — o que muda em cada fase quando a especificação formal governa o ciclo
  3. IA assistida — o que a IA faz, com qual autonomia, e o que o humano mantém
  4. SinergIA — onde o framework atua, o que provê, o que não é sua responsabilidade e qual ganho entrega (inclui mapa por fase, síntese e referências)

Na página Mapa SinergIA e síntese:

  • (F) — alinhamento com princípios ou páginas já publicadas no framework SinergIA (ver também Referências no framework).
  • (M)orientação desta modelagem SDLC (spec-driven + IA); deve ser validada no contrato, na governança institucional ou em ADR antes de ser tratada como norma do projeto.

As 8 fases do ciclo, com entregáveis e fronteiras de aprovação.

FaseO que aconteceEntrada (inicia quando…)Saída (entregáveis)Gate de aprovaçãoResponsável
01 · DescobertaLevantamento de necessidade, viabilidade, escopo inicial, stakeholders identificadosDemanda formalizada por área de negócio ou produtoDocumento de visão, estudo de viabilidade, lista de stakeholdersAprovação de escopoProduct Owner / Sponsor
02 · RequisitosElicitação, análise e especificação detalhada de requisitos funcionais e não-funcionaisDocumento de visão aprovadoSRS / backlog priorizado, critérios de aceite, requisitos de segurança e complianceBaseline de requisitosAnalista / PO
03 · ArquiteturaDesign de solução técnica, ADRs, seleção de tecnologias, modelo de dados, segurança por designRequisitos baselineados e aprovadosDocumento de arquitetura, ADRs, diagramas C4, modelo de ameaçasRevisão arquiteturalArquiteto / Tech Lead
04 · ImplementaçãoDesenvolvimento do código, testes unitários, revisão de pares, integração contínuaArquitetura aprovada; ambiente de dev provisionadoCódigo versionado, cobertura ≥ threshold definido, build verde no CIPull request aprovado + CI verdeDev / Tech Lead
05 · Qualidade (QA)Testes de integração, regressão, performance, segurança (SAST/DAST), validação de aceiteBuild aprovado; ambiente de homologação disponívelRelatório de testes, defeitos triados, evidência de cobertura, sign-off de QASign-off de qualidadeQA Engineer
06 · Homologação (UAT)Validação pelo usuário final ou área de negócio; confirmação de aderência aos requisitosSign-off de QA; usuários-chave disponíveisAta de aceite, lista de pendências, aprovação formal do usuárioAceite do usuárioUsuário-chave / PO
07 · DeployPublicação em produção, ativação de feature flags, monitoramento inicial pós-deployAceite de UAT; janela de manutenção aprovada; rollback documentadoArtefato em produção, runbook de deploy, registro de mudança (ITSM)Change Advisory Board (ou equivalente)DevOps / SRE
08 · OperaçãoMonitoramento contínuo, SLA/SLO, gestão de incidentes, patches, retroalimentação para ciclo seguinteSistema ativo em produçãoRelatórios de SLA, post-mortems, backlog de melhorias, decisão de descontinuaçãoRevisão periódica (GoLive review)SRE / Product Owner

Princípio das fronteiras: cada fase só avança após o gate correspondente ser satisfeito. As fronteiras são os pontos de controle que impedem a propagação de defeitos para etapas posteriores. Um requisito ambíguo que passa da fase 2 para a fase 4 custa ordens de magnitude mais para corrigir.

Gates no setor público e contratos: nomes como CAB, ITSM ou janela de manutenção são exemplos típicos de TI corporativa. Na administração pública brasileira, mapeie para os mecanismos reais (ex.: comitê de mudança interno, registro em ferramenta de serviço, PCA, ordem de serviço, fiscalização técnica, aceite formal previsto no instrumento contratual).

1.1 Mapeamento SDLC (8 fases) ↔ pontos de vista SinergIA

Seção intitulada “1.1 Mapeamento SDLC (8 fases) ↔ pontos de vista SinergIA”

O framework organiza o trabalho por pontos de vista (PV) e artefatos; o SDLC deste documento é uma visão em oito fases compatível com esse modelo. A tabela a seguir é orientativa — o instrumento contratual e os ADRs prevalecem.

Fase SDLCPVs e ênfases no SinergIAArtefatos / âncoras no site
01 · DescobertaARC (descoberta e concepção); GTI (enquadramento de risco e uso de IA, quando aplicável)ARC — descoberta; GTI; artefatos BRD / PRD conforme o projeto
02 · RequisitosESP (histórias tipificadas, critérios de aceite, rastreabilidade)ESP — Especificação; estrutura de artefatos
03 · ArquiteturaARC (etapa de arquitetura); GTI (decisões registradas em ADR)ARC — arquitetura (etapa); ADRGTI
04 · ImplementaçãoIMP; PRO (prototipação quando aplicável)IMP; PRO
05 · Qualidade (QA)QA; ligação com IMP (testes, CI) e GTI (risco)QA — qualidade no ciclo; IMP
06 · Homologação (UAT)ESP (aceite vinculado a critérios); HC / histórias de conformidade quando o aceite for normativoESP; histórias HC na especificação
07 · DeployIMP (CI/CD operacional); INF (requisitos de plataforma e pipeline — no site público completo também no brainstorm)IMPCI/CD operacional; INF
08 · OperaçãoSIS (sustentação e modernização); GTI; PDP / GDA quando houver dados e continuidadeSIS; GTI; PDP; GDA

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