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Visão completa por fase. Cada linha atravessa as quatro camadas horizontalmente. Na coluna SinergIA, prefixos (F) e (M) seguem a legenda em SDLC — Base (8 fases).
| Camada | Conteúdo |
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| Base | Entregáveis: doc. de visão, viabilidade, stakeholders. Gate: aprovação de escopo (PO / Sponsor) |
| Spec-driven | Artefato: glossário de domínio; contrato de aceite final. Fase preparatória — compromisso com spec-driven firmado aqui |
| IA assistida | Faz: extrai entidades, sugere glossário, identifica ambiguidades. Autonomia: baixa — só sugere |
| SinergIA atua | (M) Define checklist de entrada; papéis e nível de autonomia de IA permitido no projeto |
| SinergIA não faz | Não decide viabilidade; não prioriza roadmap |
| Ganho | Todo projeto nasce com proveniência documentada — rastreabilidade desde a origem, não apenas desde o código |
| Camada | Conteúdo |
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| Base | Entregáveis: SRS / backlog, critérios de aceite, requisitos de segurança. Gate: baseline de requisitos (Analista / PO) |
| Spec-driven | Artefato: feature files (Gherkin); tabelas de decisão; invariantes com ID rastreável. Critérios de aceite tornam-se cenários verificáveis — ambiguidades bloqueiam o baseline |
| IA assistida | Faz: gera rascunho BDD, detecta conflitos, sugere casos de borda. Autonomia: média — gera, humano valida |
| SinergIA atua | (F) Rastreabilidade e identificadores nas histórias da ESP; validação em múltiplas camadas. (M) Padrão BDD formal e bloqueio explícito de ambiguidade no baseline — confirmar no contrato |
| SinergIA não faz | Não levanta requisitos; não faz entrevistas; não decide escopo |
| Ganho | Critérios formalizados antes da construção = base jurídica do aceite. Protege fornecedor e contratante em disputas contratuais |
| Camada | Conteúdo |
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| Base | Entregáveis: doc. de arquitetura, ADRs, diagramas C4, modelo de ameaças. Gate: revisão arquitetural (Arquiteto) |
| Spec-driven | Artefato: OpenAPI / AsyncAPI spec; JSON Schema; ADRs com restrições formais. Contratos de interface formalizados antes da implementação |
| IA assistida | Faz: propõe padrões, gera rascunho de OpenAPI, detecta antipadrões, sugere threat modeling. Autonomia: média — propõe, arquiteto decide |
| SinergIA atua | (F) ADR para decisões relevantes sob GTI; IA propõe, humano decide e registra. (M) “Formato” de contratos OpenAPI/JSON Schema como norma única do projeto — se não estiver no instrumento, tratar como (M) |
| SinergIA não faz | Não escolhe tecnologias; não desenha arquitetura; não valida NFRs de infra |
| Ganho | ADRs respondem “quem decidiu o quê e por quê?” — alinhado a boas práticas de governança de TI e a referenciais de confiança em IA; detalhe o nível exigido pela sua instituição ou contrato |
| Camada | Conteúdo |
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| Base | Entregáveis: código versionado, cobertura ≥ threshold, CI verde. Gate: PR aprovado + CI verde (Tech Lead) |
| Spec-driven | Artefato: suite TDD derivada da spec; cobertura vinculada a IDs de requisito. Testes escritos antes do código — implementação avança até a spec ser satisfeita |
| IA assistida | Faz: gera código a partir da spec, escreve testes de contrato, refatora, abre PRs com evidência por ID de requisito. Autonomia: alta — executa, humano revisa |
| SinergIA atua | (F) Supervisão humana obrigatória; evidência mínima e rastreabilidade. (M) Limite exato do que o agente faz sem revisão — definir em política / ADR |
| SinergIA não faz | Não escreve código; não escolhe framework; não define arquitetura de componentes internos |
| Ganho | Velocidade de agentes dentro de perímetro definido. Cada linha de código rastreável a um requisito e a uma aprovação humana — cadeia de custódia do código |
| Camada | Conteúdo |
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| Base | Entregáveis: relatório de testes, defeitos triados, evidência de cobertura, sign-off de QA. Gate: sign-off de qualidade (QA Engineer) |
| Spec-driven | Artefato: relatório de cobertura de spec; matriz rastreabilidade requisito → teste → resultado. QA verifica a spec como oráculo — cada defeito referencia ID de requisito violado |
| IA assistida | Faz: executa feature files, gera cenários adicionais, realiza SAST/DAST, produz massa sintética. Autonomia: alta (execução) — sign-off: humano |
| SinergIA atua | (F) Proibição de dados reais de produção em testes que exponham informação sensível; massa sintética documentada quando aplicável (QA — qualidade no ciclo). (M) Matriz de rastreabilidade como entregável obrigatório do gate |
| SinergIA não faz | Não executa testes; não mantém ambiente de QA; não define estratégia de ferramentas |
| Ganho | Redução de risco LGPD (e análogos) ao evitar vazamento de dados reais em testes. Evidência auditável de que o sistema foi testado contra requisitos — não suposições |
| Camada | Conteúdo |
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| Base | Entregáveis: ata de aceite, lista de pendências, aprovação formal. Gate: aceite do usuário (Usuário-chave / PO) |
| Spec-driven | Artefato: execução dos feature files como evidência; ata referenciando IDs de requisito. Usuário valida cenários BDD que já conhece — aceite objetivo |
| IA assistida | Faz: prepara roteiro de testes para usuários-chave, consolida feedbacks, gera relatório de aderência. Autonomia: baixa — aceite: humano |
| SinergIA atua | (F) Supervisão humana no aceite. (M) Ata de UAT obrigatoriamente vinculada a IDs de requisito — padronizar no template institucional |
| SinergIA não faz | Não conduz testes de usuário; não decide se está pronto para produção; não representa o usuário de negócio |
| Ganho | Fronteira jurídica entre construção e entrega. Protege fornecedor de escopo aberto e contratante de entrega que não corresponde ao acordado |
| Camada | Conteúdo |
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| Base | Entregáveis: artefato em produção, runbook, registro de mudança (ITSM). Gate: CAB / aprovação equivalente (DevOps Lead) |
| Spec-driven | Artefato: spec técnica versionada no artefato de release; resultado dos contract tests no pipeline. Nenhuma interface quebrada passa para produção |
| IA assistida | Faz: executa contract tests pré-deploy, monitora pós-deploy, detecta anomalias, sugere rollback se SLO violado. Autonomia: alta (pipeline) — aprovação: humano |
| SinergIA atua | (F) Decisões sensíveis sob supervisão humana (Supervisão humana obrigatória). (M) Spec técnica versionada no pacote de release; limites de rollback automático |
| SinergIA não faz | Não gerencia infra; não opera pipeline; não mantém ambientes |
| Ganho | Auditoria de “qual contrato estava em produção em qual data” — crítico para investigações regulatórias e análise de incidentes retroativos |
| Camada | Conteúdo |
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| Base | Entregáveis: relatórios de SLA, post-mortems, backlog de melhorias, decisão de descontinuação. Gate: revisão periódica (SRE / PO) |
| Spec-driven | Artefato: post-mortem com referência a spec violada ou ausente; spec atualizada como ação corretiva. Operação retroalimenta fase 02 do próximo ciclo |
| IA assistida | Faz: monitora SLA/SLO, categoriza incidentes, rastreia defeito até spec violada, gera rascunho de post-mortem, sugere atualização de spec. Autonomia: alta (observação) — decisão: humano |
| SinergIA atua | (M) Post-mortem com campo explícito de spec violada ou ausente; retroalimentação da ESP após incidente — (F) coerente com rastreabilidade e melhoria contínua do framework (SIS) |
| SinergIA não faz | Não opera o sistema; não responde incidentes; não mantém SLA operacional |
| Ganho | Ciclo autoaperfeiçoante: incidentes de produção melhoram a spec, que melhora os testes, que reduzem os incidentes. IA acelera o loop |
| Camada | O que é | O que não é |
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| SDLC base | Estrutura de 8 fases com entregáveis e gates. Garante que cada fase avança apenas após o gate anterior ser satisfeito | Uma metodologia específica (Scrum, Kanban, SAFe) — é agnóstico a metodologia |
| Spec-driven | A abordagem que faz a especificação formal preceder e governar toda execução. Transforma intenção em contrato verificável | Uma ferramenta ou formato específico — pode ser implementado com Gherkin, OpenAPI, JSON Schema, etc. |
| IA assistida | Instrumentação de cada fase com ferramentas e agentes de IA. Alta autonomia de execução nas fases técnicas, gates sempre humanos | A solução para governança — acelera a execução, mas não define o processo que a envolve |
| SinergIA | Modelo operacional transversal que define processo, artefatos obrigatórios, limites de autonomia de IA e rastreabilidade em cada fronteira. Não executa — governa | Uma ferramenta de IA; um substituto de analista, arquiteto, dev ou QA; uma metodologia de gestão de projetos |
Princípio unificador: o SinergIA é o processo de governança que permite que a IA opere em alta autonomia com rastreabilidade total. Spec-driven é o mecanismo técnico que torna essa rastreabilidade possível. O SDLC base é a estrutura de fases e fronteiras sobre a qual tudo opera.
Changelog: 1.1 (2026-05-08) — mapeamento SDLC ↔ PVs, legenda (F)/(M), nota sobre gates no setor público, exemplos de ferramentas generalizados, referências ao site e suavização de claims externos.
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